Ser Um Ótimo Profissional Não Significa Necessariamente Ser Bem Resolvido Pessoalmente

Quantas pessoas você conhece que "aparentemente" tem uma vida "normal", feliz, saudável, próspera... se tornando um exemplo para a sociedade. Parece que está tudo bem por fora... possuem casa, carro, filhos, trabalho, fazem festas, viajam, se divertem... E internamente??? Será que estão realmente felizes por dentro? Gostam delas mesmas e do rumo que a vida delas tomaram? Estão de bem com suas emoções? Conseguem se sentir bem sozinhas? Será que focar e viver mais o lado externo não é uma forma inconsciente de esquecer de olhar para o lado interno de si? Não ter que olhar para seus medos, traumas, fracassos, dores...

Muitas vezes, quem afirma que é um excelente profissional e conquistou muitas coisas em sua área, é um indício de que gastou muitas horas voltado para o mundo exterior (trabalhos, compromissos, reuniões, estudos voltado ao trabalho, ajuda ao próximo) e esqueceu de focar no seu mundo interior, que é muito mais complicado de se resolver. Não estou dizendo que não podemos ser ótimos no nosso trabalho. Devemos saber dosar o tempo gasto com o mundo externo e o mundo interno, assim, não sobrecarregaremos uma única área.

O que adianta ser bem sucedido profissionalmente, se internamente/pessoalmente se sente fracassado, derrotado, amedrontado, carente, fraco, incapacitado, inútil...

O caminho ideal é focarmos primeiro no aperfeiçoamento do nosso ser, daí descobriremos nossos dons, talentos, habilidades e o que viemos realizar nesta vida. O trabalho certo irá nos aparecer conforme formos lapidando a nossa alma. E o sucesso financeiro será proporcional ao quanto nos esforçamos neste trabalho, mas principalmente o quanto já curamos as nossas dores e feridas internas - medos, crenças limitantes, inveja, mágoas, vitimização, pessimismo, rejeição...

No entanto, podemos observar profissionais muito bem sucedidos cheios de problemas com filhos, cônjuge, parentes... Como se explica isso? Normalmente, são pessoas muito mais racionais e menos emocionais. Conseguem usar muito bem a razão, a lógica e a mente consciente no seu dia a dia, então não se abalam com qualquer adversidade. Por isso, conseguem vencer seus medos, por exemplo, mesmo que não os tenha curado 100%. Ou seja, estão apenas camuflando ou adiando a cura interior. Certamente, um dia, nesta vida ou nas próximas, terão que lidar com todas as suas dores e feridas emocionais. Mas, neste momento, estão focadas e direcionadas no trabalho que necessitam realizar com maestria, e está tudo certo.

Paula Teshima

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